Maratonas: Acelerando a inovação e polinizando soluções nos dias atuais

Nos dias de hoje, quando a inovação torna-se essencial e a habilidade de lidar com desafios complexos é fundamental, metodologias ágeis e colaborativas ganham importância. Dentre elas, os hackathons se destacam como uma abordagem adaptável, superando suas raízes no desenvolvimento de software para se tornar uma ferramenta estratégica em diversas áreas. A pesquisa acadêmica recente tem explorado mais a fundo sua eficiência e flexibilidade (Falk et al. , 2022; Heller et al. , 2023; Oyetade et al. , 2022).

Na prática, esse potencial tem se materializado em um renascimento global das maratonas, também chamadas de hackathons. Como destacado pelo Sifted (2025):

Após anos de ausência no cenário das startups, as Maratonas estão de volta e renovadas para a era da IA. De Zurique a Estocolmo, de Londres a Paris, este ano tem havido um número crescente de fins de semana em que os criadores se reúnem para se divertir, hackear e dar vida às suas ideias rapidamente… A razão óbvia é que existe um conjunto totalmente novo de ferramentas nativas de IA que remodelam fundamentalmente a forma como os produtos podem ser criados.

A Poliniza Projetos, atuando como um Instituto de Ciência e Tecnologia (ICT) privado, reconhece a profundidade e o potencial transformador dessa abordagem. Nossa meta é polinizar o ecossistema unindo e também acelerando a fusão de conhecimento científico e experiência prática para que as ideias mais promissoras se transformem em inovações significativas.

A evolução metodológica dos Maratonas: Da programação à pesquisa multidisciplinar

Maratonas são caracterizados como “eventos colaborativos com limite de tempo” (Falk et al. , 2022) ou “eventos motivados pelos participantes, organizados para promover objetivos específicos” (Falk et al. , 2022). Desde o início dos anos 2000, sua expansão atinge uma ampla variedade de contextos, englobando áreas como ciência, indústria, empreendedorismo, governo, ONGs e educação (Heller et al. , 2023).

A flexibilidade da Maratona como abordagem é demonstrada por suas utilizações atuais:

  • Tecnologia e Inteligência Artificial: Em um cenário de crescente necessidade por propostas em IA, as Maratonas juntam programadores, cientistas de dados e especialistas da área. Nesses encontros, a colaboração intensa é voltada para treinar modelos ou desenvolver protótipos de IA, frequentemente com o auxílio de recursos avançados, como ferramentas de IA generativa e conjuntos de dados anonimizados (Falk et al. , 2022).
  • Pesquisa Acadêmica e Ensino Superior: Instituições de ensino têm incorporado as Maratonas como meios de aprendizado prático. Revisões sistemáticas, como a de Oyetade et al. (2022), destacam três principais vantagens educacionais: o desenvolvimento de habilidades técnicas e sociais, a aceleração da compreensão de novos conceitos e a ampliação de redes profissionais. Eles são eficazes na formação tanto de hard skills (como IA e computação em nuvem) quanto de soft skills essenciais, que incluem cooperação, comunicação e design centrado no usuário (Falk et al. , 2022).
  • Inovação Organizacional e Crowdsourcing: As empresas utilizam hackathons de maneira intencional para impulsionar a criação de novas ideias, a prototipagem de produtos e o aumento da motivação interna. Esses eventos funcionam como um mecanismo de crowdsourcing que combina talentos internos com conhecimentos externos (em design, UX, saúde, etc. ), criando um ambiente favorável à inovação rápida (Heller et al. , 2023).
  • Sistemas de Saúde: O setor de saúde tem aproveitado a abordagem metodológica para enfrentar desafios clínicos urgentes. Ao unir profissionais de saúde com especialistas em tecnologia e fornecer recursos para criação rápida de protótipos, os hackathons têm produzido soluções para problemas como a redução de atrasos em agendamentos, melhoria do acesso à telemedicina e prevenção de doenças graves (Falk et al. , 2022). Recentemente, realizamos a Maratona MedSênior com apoio do Sebrae ES.

Maratonas como “Pólen” da inovação ágil: Implicações e vantagens estratégicas

A flexibilidade das maratonas está em sua habilidade de manter os princípios centrais de um trabalho intenso, multidisciplinar e com prazos definidos, enquanto se adapta às necessidades de várias áreas. Eles funcionam como um “motor de inovação ágil” e uma “ferramenta educacional” altamente eficaz.

As vantagens dessa metodologia são estratégicas e diversas:

  • Agilidade e direcionamento: O caráter do tempo limitado nas Maratonas promove um foco intenso e decisões ágeis, reduzindo ciclos de desenvolvimento que normalmente levariam meses (Heller et al. , 2023).
  • Colaboração interdisciplinar e sinergia: Ao juntar diferentes opiniões e habilidades, as maratonas favorecem a troca de ideias, resultando em soluções mais completas, criativas e frequentemente com maior capacidade de transformação. A diversidade nas equipes tem sido relacionada a um aumento na criatividade (Groen e Calderhead, 2015, citado por Heller et al. , 2023).
  • Aprendizado acelerado e aperfeiçoamento de habilidades: A experiência prática e a resolução de questões reais em um ambiente colaborativo aceleram a aquisição de novos conhecimentos e o fortalecimento de competências essenciais para o mercado de trabalho e a pesquisa (Oyetade et al. , 2022).
  • Criação Rápida de Protótipos: A ênfase na prototipagem ágil possibilita a validação precoce de ideias e conceitos, reduzindo riscos e melhorando o investimento antes da ampliação (Heller et al. , 2023).
  • Engajamento e Networking: Além dos resultados imediatos, os hackathons incentivam o envolvimento, o senso de propósito e ampliam as redes profissionais dos participantes, gerando conexões valiosas para colaborações futuras (Oyetade et al. , 2022).

Classificações e criação de Maratonas: A chave para o êxito

A pesquisa indica que a eficácia de uma Maratona está intimamente ligada ao seu planejamento e alinhamento com os objetivos. Heller et al. (2023) classificam as Maratonas de acordo com:

Foco:

  • Tecnológico: Criação de software e hardware usando tecnologias específicas. Oferece vantagens em soluções concretas e ágeis, mas pode implicar altos custos e uma ênfase excessiva na tecnologia.
  • Orientado a Problemas: Solução de desafios mais amplos, sejam eles de negócios ou sociais. Atrai equipes variadas, promovendo maior criatividade, mas requer a inclusão de membros com conhecimento técnico.

Características de Design:

  • Recrutamento (Seletivo X Aberto): O modelo aberto busca diversidade e conexões; enquanto o seletivo assegura habilidades específicas e confidencialidade.
  • Atmosfera (Competitiva X Colaborativa): A competitividade pode aumentar a motivação externa; no entanto, a colaboração (preferida por grupos menos representados, como as mulheres) estimula a criatividade interna e o trabalho em equipe.
  • Espaço (Físico, Virtual ou Híbrido): Cada tipo apresenta seus prós e contras em termos logísticos, de diversidade e de participação, com os formatos virtuais e híbridos se sobressaindo após a pandemia (Falk et al. , 2022; Heller et al. , 2023).

Desafios e o futuro da pesquisa das Maratonas de Inovação

Embora a pesquisa sobre Maratonas tenha mostrado crescimento e versatilidade, ainda existem obstáculos a serem superados. Falk et al. (2022) mencionam a fragmentação da pesquisa, que resulta em pouca troca de experiências e descobertas, além de enfatizarem a importância de parcerias interdisciplinares para tratar questões mais amplas. Observa-se uma falta de investigações rigorosas sobre como o aumento do número de participantes e a duração dos hackathons impactam seus resultados, além da necessidade de abordar de forma justa e inclusiva todas as suas dimensões, como etnia, cultura e neurodiversidade.

Relatos práticos reforçam essa lacuna, mas também apontam caminhos. Segundo o Sifted (2025):

O formato tradicional era um fim de semana inteiro… mas a velocidade das novas ferramentas, com as quais protótipos podem ser criados em minutos, reduziu a duração do hackathon de um fim de semana inteiro para um dia… O surgimento dos “vibe coders”, menos técnicos, significa que o grupo de participantes pode ser brilhantemente diversificado.

É fundamental a criação de ferramentas de avaliação padronizadas e a exploração de uma variedade maior de métodos qualitativos e quantitativos para o desenvolvimento da teoria e prática relacionadas as maratonas (Falk et al. , 2022).

Poliniza: Sua parceira na aplicação estratégica da metodologia de Maratonas

Na Poliniza Projetos, acreditamos que utilizar a metodologia de Maratonas de maneira estratégica é uma das formas mais eficazes de estimular o progresso dentro de um ecossistema de inovação. Entendemos a complexidade envolvida em seu planejamento e a relevância de alinhar objetivos, participantes e o formato, a fim de maximizar os resultados.

Nossa experiência como ICT no ecossistema de inovação nos habilita não só a compreender bem essa metodologia, mas também a estruturar, facilitar e participar ativamente de Maratonas em parcerias com as empresas, academias públicas e privadas e demais atores. Conectamos empresas a pesquisadores, identificamos desafios relevantes e orientamos equipes na transformação de ideias em resultados tangíveis, alinhando-os com as necessidades do mercado e as oportunidades de acesso aos recursos de fomento.

Se sua organização ou empresa está em busca de uma maneira rápida e colaborativa para inovar, aprimorar habilidades ou enfrentar desafios complexos, a metodologia de Maratonas, apoiada por uma ICT especializada, pode ser o estímulo estratégico necessário para concretizar sua próxima grande ideia.

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Referências:

DRINKWATER, S. Why hackathons are so back. Sifted, 2 set. 2025. Disponível em: https://sifted.eu/articles/why-hackathons-are-so-back . Acesso em: [02/09/2025].

FALK, J., Nolte, A., Huppenkothen, D., Weinzierl, M., Gama, K., Spikol, D.,/ … & Hayden, L. B. (2022). The Future of Hackathon Research and Practice. arXiv preprint arXiv:2211.08963.

HELLER, B., Amir, A., Waxman, R., & Maaravi, Y. (2023). Hack your organizational innovation: literature review and integrative model for running hackathons. Journal of Innovation and Entrepreneurship, 12(1), 6.

OYETADE, K., Zuva, T., & Harmse, A. (2022). Educational benefits of hackathon: A systematic literature review. World Journal on Educational Technology: Current Issues, 14(6), 1668–1684.

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