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Da ciência ao empreendedorismo: o nascimento da CACAUS Biocosméticos

Quando o assunto é transformar uma ideia em negócio, nada melhor do que conversar com quem viveu isso na prática, confira a entrevista com Fábio Santos, PhD em Química empreendedor baiano, fundador da Cacaus Biocosméticos.

Máyra: Antes da Cacaus Biocosméticos existir como empresa, existia uma inquietação.  Fábio, de onde surgiu essa ideia?

Fábio: Eu tinha uma pesquisa, tinha uma ideia, mas ainda não tinha uma empresa. Durante a minha trajetória como pesquisador, comecei a estudar os resíduos da cadeia do cacau e percebi que aquilo que era tratado como descarte poderia ter muito mais valor. 

Foi justamente essa inquietação que começou a mudar a forma como eu enxergava aquele problema. Eu comecei a pensar: Como transformar esse conhecimento científico em algo aplicável? Como fazer aquela pesquisa sair do campo científico e se transformar em uma solução? 

Só que transformar uma descoberta científica em um produto e, depois, em uma empresa, exige muito mais do que uma boa ideia. É preciso pesquisa aplicada, testes, estrutura, equipe, tempo e um caminho para transformar aquele conhecimento em algo que realmente possa chegar ao mercado.

 Foi nesse processo que a Cacaus começou a ganhar forma.

Máyra: Mas como uma ideia que nasce na ciência encontra caminhos para sair do papel? 

Fábio: A partir do momento em que a gente percebeu que aquela pesquisa poderia se transformar em uma solução, também ficou claro que seria necessário criar condições para desenvolver essa tecnologia.

Era preciso continuar pesquisando, testar possibilidades, desenvolver protótipos, formar equipe e avançar em etapas que exigiam estrutura e investimento. Foi nesse momento da nossa trajetória que os editais de fomento à inovação passaram a fazer parte da história da Cacaus.

A participação nessas oportunidades possibilitou que a gente avançasse em diferentes etapas do desenvolvimento da tecnologia. Com os recursos conquistados, conseguimos continuar a pesquisa, desenvolver protótipos, estruturar uma equipe e aproximar cada vez mais o conhecimento científico de uma solução de mercado. 

Mas uma coisa que eu aprendi nesse processo é que conquistar um recurso não significa que a jornada terminou.Na verdade, quando um projeto consegue uma oportunidade como essa, começa uma nova etapa.

Máyra: Fábio, você já tinha uma pesquisa, transformou essa pesquisa em uma ideia de negócio, encontrou oportunidades de fomento e conseguiu recursos para desenvolver o projeto. Mas o que acontece depois?

Fábio: Tem uma coisa que eu aprendi empreendendo: Conseguir o recurso é só o começo.

Quando um projeto é aprovado, você passa a ter metas, cronogramas, entregas, orçamento, indicadores e uma série de responsabilidades. E aí você percebe que não basta ter conseguido o recurso. Você precisa saber transformar esse recurso em execução. 

Existe uma diferença muito grande entre ter um projeto aprovado e conseguir fazer tudo aquilo que foi planejado acontecer. No final, o que importa não é simplesmente quanto recurso entrou no projeto. É o que aquele recurso conseguiu gerar.

Máyra: E  é justamente aí que entra uma questão que vai muito além da história do Fábio: Quantos projetos têm uma boa ideia, conhecimento científico ou potencial de inovação, mas ainda não sabem como estruturar, captar recursos ou conduzir todas as etapas necessárias para fazer essa ideia acontecer?

É nesse espaço que a Poliniza atua!

Nosso intuito é ajudar projetos de inovação a estruturarem as ideias, encontrarem caminhos de financiamento e, principalmente, transformarem planejamento em execução e resultado!

 A trajetória do Fábio mostra que uma inovação pode começar com uma simples pergunta. Mas entre uma pergunta e uma solução existe um longo caminho de muito aprendizado.

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